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Resumo do dia: IA, eleições, sucesso do iPhone e Anthropic vs OpenAI

Começamos a sexta-feira relembrando o balanço financeiro das big techs. A Apple divulgou ontem os resultados do segundo trimestre deste ano. Eles foram impulsionados principalmente pelo forte desempenho do iPhone, que garantiu uma receita de mais de US$ 54 bilhões, um crescimento de quase 22% em relação ao mesmo período do ano passado. No total, a receita da companhia atingiu US$ 109 bilhões, acima das expectativas do mercado. Lembrando que esta é a última temporada de balanços sob o comando de Tim Cook antes da transição do cargo de CEO para John Ternus, atual chefe da divisão de hardware da Apple. Quem também apresentou ótimos resultados hoje foi a Amazon. A receita da empresa superou a marca de US$ 200 bilhões no segundo trimestre do ano, ficando acima do esperado pelos analistas. O grande destaque foi a divisão de computação em nuvem da companhia, a Amazon Web Services, com uma receita de mais de US$ 42 bilhões, apresentando um forte crescimento de 37%.

Eleições 2026: o que um candidato pode fazer com IA? E o que não pode?

A exibição de um vídeo criado com inteligência artificial para simular um discurso de Jair Bolsonaro durante a convenção nacional do Partido Liberal (PL), no último sábado (25), colocou a tecnologia no centro do debate eleitoral. Após o evento, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deu 48 horas para que a defesa do ex-presidente esclarecesse se ele autorizou o uso de sua imagem e voz na produção do material. Na decisão, Moraes apontou dois possíveis cenários. Caso Bolsonaro tivesse autorizado a gravação, a participação poderia representar novo descumprimento das medidas cautelares impostas para a manutenção da prisão domiciliar humanitária. Se não houvesse autorização, o ministro afirmou que o caso poderia configurar uma hipótese de conteúdo sintético manipulado em desacordo com a legislação eleitoral. Em resposta ao STF, a defesa afirmou que o ex-presidente não autorizou o uso de sua imagem e voz na produção do vídeo e sustentou que ele sequer poderia fazê-lo por estar impedido de manter contato com seu filho Flávio Bolsonaro. O episódio levantou dúvidas sobre o uso da inteligência artificial nas eleições. Afinal, um candidato pode usar um avatar criado por IA? É obrigatório avisar quando um conteúdo é sintético? O que caracteriza um deepfake proibido? E quais são as consequências para quem descumprir as regras? O Olhar Digital analisou a resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que disciplina o uso de inteligência artificial na propaganda eleitoral e ouviu especialistas para explicar o que é permitido, o que continua proibido e quais pontos ainda podem depender da interpretação da Justiça. Confira a reportagem completa.

Efeito OpenAI: Anthropic diz que IA invadiu sistemas de três empresas

A Anthropic informou, nesta quinta-feira (30), que alguns de seus modelos de inteligência artificial conseguiram invadir os sistemas de três empresas durante testes de segurança cibernética, após um erro de configuração ter permitido que eles acessassem a internet. Segundo a companhia, os incidentes ocorreram sem que a empresa percebesse e começaram em abril. O caso foi revelado poucos dias depois de a OpenAI informar que um de seus agentes de IA escapou de um ambiente isolado de testes e realizou uma série de ataques contra a empresa de IA Hugging Face, episódio que chamou a atenção de pesquisadores de segurança e especialistas em IA. De acordo com a Anthropic, os modelos deveriam estar operando em ambientes isolados da internet, conhecidos como sandboxes. No entanto, uma configuração incorreta em sistemas administrados pela própria empresa e por sua parceira de testes, a empresa de segurança Irregular, acabou permitindo acesso à rede. Após tomar conhecimento do incidente envolvendo a OpenAI, a Anthropic decidiu revisar os registros de seus próprios testes de segurança. A empresa analisou 141.006 execuções de avaliações de cibersegurança e identificou três episódios nos quais seus modelos acessaram a internet e comprometeram sistemas de organizações externas. Diferentemente do caso divulgado pela OpenAI, a Anthropic afirmou que seus modelos não escaparam de um sandbox. Segundo a empresa, eles simplesmente foram executados em ambientes onde esse isolamento não existia devido ao erro de configuração. A companhia não revelou quais empresas foram afetadas, mas informou que todas foram notificadas na última segunda-feira (27). Para saber mais, confira a matéria completa.

Robotáxis sem volante da Amazon recebem sinal verde para operar nos EUA

A Zoox, empresa de veículos autônomos da Amazon, recebeu autorização para operar comercialmente seus robotáxis sem volante e pedais nos Estados Unidos. A liberação permite cobrar por corridas e coloca o projeto em uma nova fase após anos de testes. A decisão é considerada um marco porque envolve um modelo desenvolvido especificamente para condução autônoma, diferente de carros tradicionais adaptados posteriormente para receber tecnologia sem motorista. Os veículos da Zoox têm duas fileiras de bancos voltadas uma para a outra, não possuem volante ou comandos convencionais e alcançam velocidade máxima de cerca de 120 km/h. A autorização permite que a empresa opere até 2.500 robotáxis em cada um dos próximos dois anos.

Google testa IA que deixa robôs inteligentes

Grande parte dos robôs usados atualmente depende de programação detalhada ou controle humano para funcionar. Isso limita a atuação em locais onde existem mudanças constantes, objetos fora do lugar ou situações inesperadas. Para superar esse problema, o Google apresentou o Gemini Robotics 2, uma nova versão do modelo de inteligência artificial voltado para robôs. A tecnologia foi desenvolvida para ajudar máquinas a interpretar ambientes, planejar ações e executar movimentos mais complexos, reduzindo a dependência de comandos pré-programados.

IBM dá mais um passo rumo a computadores quânticos confiáveis

A IBM informou nesta quinta-feira que seus pesquisadores conseguiram demonstrar pela primeira vez que determinados cálculos realizados por computadores quânticos podem gerar resultados confiáveis e passíveis de verificação. Essa capacidade de validação é relevante porque alguns resultados produzidos por computadores quânticos podem ultrapassar os limites dos métodos tradicionais de verificação. Em sistemas convencionais, uma resposta costuma ser conferida ao repetir o mesmo cálculo em outras máquinas, algo que nem sempre é possível em determinados experimentos quânticos.

Avanço ou ilusão? EAD leva aulas práticas para o celular

A falta de laboratórios físicos é um problema para cursos superiores a distância (EAD). Para tentar resolver isso, faculdades passaram a levar aulas práticas para a tela do celular. Empresas já usam realidade aumentada e modelos em 3D, por exemplo. Com a tecnologia, alunos de áreas como Saúde e Exatas conseguem examinar células e estruturas na mesa de casa. A promessa é facilitar o acesso a experiências que, até pouco tempo atrás, exigiam uma bancada real. Só que esse “laboratório de bolso” esbarra em limites importantes. Especialistas explicaram ao Olhar Digital que a simulação funciona como um treino, mas não ensina o toque nem a memória motora. A tela não passa a sensação de manusear um instrumento de verdade. Além disso, rodar esses aplicativos exige celulares modernos e internet rápida. Na prática, o custo de manter uma estrutura de ensino sai da faculdade e vai para o bolso do estudante.

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